sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Idosa é encontrada morta com sinais de violência sexual e estrangulamento

Segundo informações, um homem não identificado pulou o muro da residência e entrou na casa por uma brecha no telhado.
 

Por volta das 8h desta quinta-feira (3), Josefa de Jesus Santana, conhecida como Dona Bitinha, de 84 anos, foi encontrada morta dentro de casa, na Rua Ichu, no bairro Cidade Nova, em Serrinha.
De acordo com a polícia, a vítima apresentava marcas de violência sexual e estrangulamento. Ela foi encontrada dentro do quarto sem roupas, com as mãos amarradas para trás e com um esparadrapo na boca.
Blog do Clériston Silva
Segundo informações, um homem não identificado pulou o muro da residência e entrou na casa por uma brecha no telhado. A polícia foi acionada por vizinhos que arrombaram a porta após perceber que as telhas estavam foram do lugar e que ninguém os ouvia. A vítima morava sozinha.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte). Da casa foi levado dinheiro e alguns objetos. O corpo foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica de Feira de Santana - DPT. (Informações do repórter Aldo Matos, do programa Acorda Cidade).

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Kertész: Solla é ‘mentiroso’ e ‘caloteiro’

por Rafael Rodrigues
Kertész: Solla é ‘mentiroso’ e ‘caloteiro’
O radialista Mário Kertész, nome do PMDB para a prefeitura de Salvador em 2012, qualificou de “pura mentira” as afirmações do secretário de Saúde do Estado, Jorge Solla, ao Bahia Notícias, de que ele, à época em que era prefeito de Salvador, foi responsável pelo endividamento do Município, que perdura até os dias atuais. “Essa história é uma lenda.
 
 Jorge Solla não tem o que fazer, não sabe trabalhar bem na saúde. Ele é mentiroso. Caloteiro é ele que não pagou até hoje a construção do Hospital do Subúrbio nem o Hospital da Criança, em Feira. Agora ele vir buscar uma coisa de 23 anos atrás, ele é ‘arqueologista’ (sic)?”, disse ao jornalista Samuel Celestino, em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da Rede Tudo FM 102,5.
 
 Segundo o radialista, não há qualquer documento que prove o suposto endividamento contraído em sua segunda gestão, em 1986. “Essa história começou com a briga que Fernando José (seu sucessor) abriu contra mim. Em um dia ele mandou o secretário da Fazenda dele em minha casa dizer ‘olha, estamos em uma situação financeira difícil, vamos fazer o bode expiatório em você, e vamos entrar com um processo contra você'”, contou. Kertész acentuou que o ex-prefeito Antônio Imbassahy (PSDB) lhe certificou não haver qualquer dívida ativa da época em que era prefeito.
 
Na entrevista, o apresentador negou ainda as denúncias publicadas nos jornais na década de 80, agora reavivadas, que o acusavam de criar duas autarquias fantasmas, a Fábrica de Equipamentos Comunitários (Faec) e a Companhia de Renovação Urbana (Renurb), para desvio de verba pública. “A Renurb foi criado pelo prefeito Jorge Hagge, que me antecedeu, e a Faec foi criada por lei municipal. Olha que coisa fantástica”, ironizou.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Ministério do Esporte aponta desvio de R$ 17 milhões


Relatório apresentado pelo Ministério do Esporte em julho aponta desvios de R$ 17 milhões em convênios que a pasta assinou com organizações não governamentais sediadas em Brasília e em seus arredores, informa reportagem  publicada na Folha desta segunda-feira 

Encaminhado em resposta a um pedido de informações de um deputado do Distrito Federal, o documento descreve 15 projetos em que os recursos repassados pelo governo teriam sido desviados de sua finalidade.

Os projetos receberam recursos do programa Segundo Tempo, que repassa dinheiro público a ONGs, prefeituras e governos estaduais para incentivar a prática de atividades esportivas em comunidades carentes.
O programa está no centro da crise enfrentada pelo ministro do Esporte, Orlando Silva, desde a semana passada, quando foi acusado de usar os convênios para desviar recursos públicos para os cofres do seu partido, o PC do B. Ele nega as acusações


domingo, 23 de outubro de 2011

"LÁ NE UM VILAREJO ALÍ "

ENQUANTO SE ROUBA EM BRASILIA !!!

ALI EM UM VILAREJO CHAMADO NUGUAÇU NO MUNICIPIO DE MIRANGABA - BAHIA, UM RAPAZ SEM QUALQUER PRETENSÃO POLITICA DEIXA AS CRIANÇAS HUMILDES FELIZAES

VEJAM AS FOTOS DO PRIMO DE DEDÉ FISCAL, JOSÉ ANTONIO SANTOS(RATINHO), O   ARTISTA PLÁSTICO SEMPRE PRESENTE EM TODAS FESTIVIDADES, NO DIA DA CRIANÇA VESTE-SE DE PALHAÇO E FAZ A ALEGRIA DA MENINADA !







Gurgel pede no STF abertura de inquérito contra Orlando e Agnelo


Há suspeitas de envolvimento dos dois num suposto esquema de corrupção na pasta

BRASÍLIA - O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu nesta sexta-feira, 21, no Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito contra o ministro do Esporte, Orlando Silva, e o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz. O chefe do Ministério Público Federal quer investigar as suspeitas de envolvimento dos dois num suposto esquema de corrupção na pasta delatado pelo policial militar João Dias Ferreira.
 
O inquérito recebeu o número 3333. Orlando Silva e Agnelo Queiroz são identificados apenas com as iniciais, O.S e A.Q. De acordo com informações disponíveis no site do STF, a investigação vai apurar suspeitas de "crimes previstos na legislação extravagante" e "crimes de responsabilidade".

Com 146 folhas, o pedido de abertura de inquérito será analisado pela ministra do STF Cármen Lúcia Antunes Rocha, sorteada relatora do caso. Cármen Lúcia está no STF desde 2006, quando foi nomeada para o cargo pelo então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A Procuradoria e o Supremo não divulgaram o inteiro teor da petição de Roberto Gurgel.

Se Orlando Silva deixar o Ministério, ele perderá o direito de ser investigado e julgado perante o STF. No Brasil, as apurações contra autoridades tramitam em tribunais e não na Justiça de 1ª. Instância, como ocorre com as pessoas comuns. Quando há suposto envolvimento de ministros de Estado, o STF é a Corte responsável pelos inquéritos.

Mas, no caso de Orlando Silva, mesmo com a saída da pasta o inquérito não deverá ir para a Justiça de 1ª. Instância. A investigação deverá ser transferida para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Isso porque entre os investigados está Agnelo Queiroz, que é governador e, portanto, tem o direito de ser investigado perante o STJ.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Militante do PCdoB acusa Orlando Silva de montar esquema de corrupção

Segundo o policial militar João Dias Ferreira, ministro do Esporte recebeu propina nas dependências do ministério

As fraudes no programa Segundo Tempo são investigadas há mais de três anos, mas é a primeira vez que o ministro é apontado diretamente como mentor das irregularidades
NA MIRA
As fraudes no programa Segundo Tempo são investigadas há mais de três anos, mas é a primeira vez que o ministro é apontado diretamente como mentor das irregularidades

No ano passado, a polícia de Brasília prendeu cinco pessoas acusadas de desviar dinheiro de um programa criado pelo governo federal para incentivar crianças carentes a praticar atividades esportivas. O grupo era acusado de receber recursos do Ministério do Esporte através de organizações não governamentais (ONGs) e embolsar parte do dinheiro. Chamava atenção o fato de um dos principais envolvidos ser militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), ex-candidato a deputado e amigo de pessoas influentes e muito próximas a Orlando Silva, o ministro do Esporte. Parecia um acontecimento isolado, uma coincidência. Desde então, casos semelhantes pipocaram em vários estados, quase sempre tendo figuras do PCdoB como protagonistas das irregularidades. Agora, surgem evidências mais sólidas daquilo que os investigadores sempre desconfiaram: funcionava dentro do Ministério do Esporte uma estrutura organizada pelo partido para desviar dinheiro público usando ONGs amigas como fachada. E o mais surpreendente: o ministro Orlando Silva é apontado como mentor e beneficiário do esquema.

Em entrevista a VEJA, o policial militar João Dias Ferreira, um dos militantes presos no ano passado, revela detalhes de como funciona a engrenagem que, calcula-se, pode ter desviado mais de 40 milhões de reais nos últimos oito anos. Dinheiro de impostos dos brasileiros que deveria ser usado para comprar material esportivo e alimentar crianças carentes, mas que acabou no bolso de alguns figurões e no caixa eleitoral do PCdoB. O relato do policial impressiona pela maneira rudimentar como o esquema funcionava. As ONGs, segundo ele, só recebiam os recursos mediante o pagamento de uma taxa previamente negociada que podia chegar a 20% do valor dos convênios. O partido indicava desde os fornecedores até pessoas encarregadas de arrumar notas fiscais frias para justificar despesas fictícias. O militar conta que Orlando Silva chegou a receber, pessoalmente, dentro da garagem do Ministério do Esporte, remessas de dinheiro vivo provenientes da quadrilha: “Por um dos operadores do esquema, eu soube na ocasião que o ministro recebia o dinheiro na garagem” (veja a entrevista na edição de VEJA desta semana). João Dias dá o nome da pessoa que fez a entrega. Parte desse dinheiro foi usada para pagar despesas da campanha presidencial de 2006.
O programa Segundo Tempo é repleto de boas intenções. Porém, há pelo menos três anos o Ministério Público, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União desconfiam de que exista muita coisa além da ajuda às criancinhas. Uma das investigações mais completas sobre as fraudes se deu em Brasília. A capital, embora detentora de excelentes indicadores sociais, foi muito bem aquinhoada com recursos do Segundo Tempo, especialmente quando o responsável pelo programa era um político da cidade, o então ministro do Esporte Agnelo Queiroz, hoje governador do Distrito Federal. Coincidência? A investigação mostrou que não. A polícia descobriu que o dinheiro repassado para entidades de Brasília seguia para entidades amigas do próprio Agnelo, que por meio de notas fiscais frias apenas fingiam gastar a verba com crianças carentes. Agnelo, pessoalmente, foi acusado de receber dinheiro público desviado por uma ONG parceira. O soldado João Dias, amigo e aliado político de Agnelo, controlava duas delas, que receberam 3 milhões de reais, dos quais dois terços teriam desaparecido, de acordo com o inquérito. Na ocasião, integrantes confessos do esquema concordaram em falar à polícia. Contaram em detalhes como funcionava a engrenagem. O soldado João Dias, porém, manteve-se em silêncio sepulcral — até agora.

Na entrevista, o policial afirma que, na gestão de Agnelo Queiroz no ministério, o Segundo Tempo já funcionava como fonte do caixa dois do PCdoB — e que o gerente do esquema era o atual ministro Orlando Silva, então secretário executivo da pasta. Por nota, a assessoria do governador Agnelo disse que as relações entre ele e João Dias se limitaram à convivência partidária, que nem sequer existe mais. VEJA entrevistou também o homem que o policial aponta como o encarregado de entregar dinheiro ao ministro. Trata-se de Célio Soares Pereira, 30 anos, que era uma espécie de faz-tudo, de motorista a mensageiro, do grupo que controlava a arrecadação paralela entre as ONGs agraciadas com os convênios do Segundo Tempo. “Eu dirigia e, quase todo mês, visitava as entidades para fazer as cobranças”, contou. Casado, pai de seis filhos, curso superior de direito inconcluso, Célio trabalha atualmente como gerente de uma das unidades da rede de academias de ginástica que o soldado João Dias possui. Célio afirma que, além do episódio em que entregou dinheiro ao próprio Orlando Silva, esteve pelo menos outras quatro vezes na garagem do ministério para levar dinheiro. “Nessas vezes, o dinheiro foi entregue a outras pessoas. Uma delas era o motorista do ministro”, disse a VEJA. O relato mais impressionante é de uma cena do fim de 2008. “Eu recolhi o dinheiro com representantes de quatro entidades aqui do Distrito Federal que recebiam verba do Segundo Tempo e entreguei ao ministro, dentro da garagem, numa caixa de papelão. Eram maços de notas de 50 e 100 reais”, conta.

Célio afirma que um dirigente do PCdoB, Fredo Ebling, era encarregado de indicar a quem, quando e onde entregar dinheiro. “Ele costumava ir junto nas entregas. No dia em que levei o dinheiro para o ministro, ele não pôde ir. Me ligou e disse que era para eu estar às 4 e meia da tarde no subsolo do ministério e que uma pessoa estaria lá esperando. O ministro estava sentado no banco de trás do carro oficial. Ele abriu o vidro e me cumprimentou. O motorista dele foi quem pegou a caixa com o dinheiro e colocou no porta-malas do carro”, afirma. Funcionário de carreira do Congresso Nacional, chefe de gabinete da liderança do partido na Câmara dos Deputados, Fredo Ebling é um quadro histórico entre os camaradas comunistas. Integrante da Secretaria de Relações Internacionais do PCdoB nacional, ele foi candidato a senador e a deputado por Brasília. Em 2006, conseguiu um lugar entre os primeiros suplentes e, no final da legislatura passada, chegou a assumir por vinte dias o cargo de deputado federal. João Dias diz que Fredo Ebling era um dos camaradas destacados por Orlando Silva para coordenar a arrecadação entre as entidades. O policial relata um encontro em que Ebling abriu o bagageiro de seu Renault Mégane e lhe mostrou várias pilhas de dinheiro. “Ele disse que ia levar para o ministro”, afirma. Ebling nega. “Eu não tinha esse papel”, diz. O ex-deputado diz que conhece João Dias, mas não se lembra de Célio.

A lua de mel do policial com o ministério e a cúpula comunista começou a acabar em 2008, quando passaram a surgir denúncias de irregularidades no Segundo Tempo. Ele afirma que o ministério, emparedado pelas suspeitas, o deixou ao léu. “Eu tinha servido aos interesses deles e de repente, quando se viram em situação complicada, resolveram me abandonar. Tinham me prometido que não ia ter nenhum problema com as prestações de contas.” O policial diz que chegou a ir fardado ao ministério, mais de uma vez, para cobrar uma solução, sob pena de contar tudo. No auge da confusão, ele se reuniu com o próprio Orlando Silva. “O Orlando me prometeu que ia dar um jeito de solucionar e que tudo ia ficar bem”, diz. O ministro, por meio de nota, confirma ter se encontrado com o policial. Diz que o recebeu em audiência, mas nega que soubesse dos desvios ou de cobrança de propina. “É uma imputação falsa, descabida e despropositada. Acionarei judicialmente os caluniadores”, afirmou o ministro, em nota.

Em paralelo às investigações oficiais, João Dias respondeu por desvio de conduta na corporação militar. A Polícia Militar de Brasília oficiou ao ministério em busca de informações sobre os convênios. A resposta não foi nada boa para o soldado: dizia que ele estava devendo 2 milhões aos cofres públicos por irregularidades nas prestações de contas. João Dias então subiu o tom das ameaças. Em abril de 2008, quando foi chamado à PM para dar satisfações e tomou conhecimento do ofício, ele procurou pessoalmente o então secretário nacional de Esporte Educacional, Júlio Cesar Filgueira, para tirar satisfação. O encontro foi na secretaria. O próprio João Dias conta o que aconteceu: “Eu fui lá armado e dei umas pancadas nele. Dei várias coronhadas e ainda virei a mesa em cima dele. Eles me traíram”. Júlio Filgueira, também filiado ao PCdoB de Orlando Silva, era responsável por tocar o programa. A pressão deu certo: o ministério expediu um novo ofício à Polícia Militar amenizando a situação de Dias. O documento pedia que fosse desconsiderado o relatório anterior. A agressão que João Dias diz ter cometido dentro da repartição pública passou em branco. “Eles não tiveram coragem de registrar queixa porque ia expor o esquema”, diz o soldado. Indagado por VEJA, o gabinete de Orlando Silva respondeu que “não há registro de qualquer agressão nas dependências do Ministério do Esporte envolvendo estas pessoas”. O ex-secretário Júlio Filgueira, que deixou o cargo pouco depois da confusão, confirma ter recebido o policial mas nega que tenha sido agredido. “Ele estava visivelmente irritado, mas essa parte da agressão não existiu”, diz. A polícia e o Ministério Público têm uma excelente oportunidade para esclarecer o  que se passava no terceiro tempo no Ministério do Esporte. As testemunhas, como se viu, estão prontas para entrar em campo.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Acordo do pré-sal é rascunho o resto foi balela politica e disputa entre Estados
 
 
A apresentação do relatório do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) não encerrou a disputa entre estados produtores e não produtores de petróleo e salientou a tendência do Rio de Janeiro em manter a postura intransigente no debate. Entretanto, apontou um caminho compartilhado por boa parte dos parlamentares presentes na sessão de ontem: no que depender dos senadores, a fatura cairá mesmo no colo da União. O relatório, recebido como o primeiro passo de um possível acordo entre as bancadas para resolver o impasse do pré-sal, sugere uma redução de 50% para 40% na cota do governo federal sobre a participação especial — seis pontos percentuais aquém do que o governo já tinha estabelecido como “proposta limite” nas negociações.

O projeto é, hoje, a principal alternativa em discussão no Congresso à possibilidade da derrubada do veto presidencial à chamada Emenda Ibsen, que prevê a distribuição igualitária dos recursos do petróleo entre estados produtores e não produtores do insumo. “O governo sabe que, para chegarmos perto de um entendimento sobre os valores que cada parte vai receber, precisará reduzir sua cota na participação especial”, disse o relator. Ele reconheceu, contudo, que a proposta ainda não tem o aval do governo federal.

SupremoApesar do avanço sobre a fatia da União — que, em tese, garantiria recursos para compensar os produtores pela redução dos ganhos sobre os recursos do petróleo —, nem os estados produtores nem os não produtores estão plenamente satisfeitos com o relatório de Vital do Rêgo. Sugestões ao texto deverão ser apresentadas em nova reunião, marcada para segunda-feira. “O Rio de Janeiro não poderá concordar com qualquer proposta que mude o que já foi licitado”, disse o senador Francisco Dornelles (PP-RJ). Na avaliação do parlamentar, embora estejam em minoria na disputa pelos dividendos do petróleo, os estados produtores têm condições de enfrentar a possível derrubada do veto presidencial à Emenda Ibsen caso não se chegue a um acordo. O cenário de uma guerra judicial seria favorável ao Rio, acredita Dornelles.

Isso porque entendimentos anteriores do Supremo Tribunal Federal (STF) estabelecem os royalties do petróleo como receitas originárias dos entes federativos onde se explora o combustível — e, portanto, pertencentes a esses estados. “A própria definição do conceito de royalty estabelece isso e está solidificada no Supremo. Qualquer retorno à Emenda Ibsen não vai durar um minuto no STF”, aposta o senador fluminense.